Num belo dia de Verão, a Margarida e a sua família foram fazer um piquenique à Floresta Glaciar do Zêzere.
Levavam no cesto batatas fritas, frango para assar, Coca-cola, bolachas e fruta e, claro, pratos, copos e talheres de plástico e guardanapos.
Quando chegaram à floresta, as crianças foram brincar às escondidas enquanto os pais ficaram a preparar o almoço.
O pai preparou a fogueira para assar o frango, enquanto a mãe estendeu a toalha para o almoço.
Quando estava tudo pronto, pai e mãe chamaram os meninos para almoçar. O almoço foi muito divertido; almoçaram e conversaram.
Terminado o almoço, foram-se embora e deixaram o lixo todo espalhado pelo chão.
Como estava um dia muito quente e a fogueira tinha ficado mal apagada, reacendeu-se. Rapidamente o fogo se alastrou e ficou tudo a arder.
Entretanto, um grupo de amigos que se dirigia para a floresta avistou o fogo ao longe e telefonou logo para os bombeiros.
A família da Margarida viu nas notícias que a floresta estava a arder e lembrou-se logo que lá tinha estado e que o seu piquenique poderia estar na origem do incêndio. A mãe desligou a televisão e foram todos a correr para lá.
Quando lá chegaram, os bombeiros ainda não tinham conseguido apagar o fogo. A floresta estava completamente ardida e havia um urso morto no chão.
Como os pais da Margarida são pessoas sinceras, admitiram a sua culpa e disseram que eram eles os responsáveis pelo incêndio. Ouviram atentamente os conselhos de um dos bombeiros e ajudaram a limpar toda a floresta. O pai da Margarida foi ainda obrigado a cumprir trabalho comunitário nos bombeiros.
A Margarida e os pais perceberam que não podiam fazer piqueniques na floresta. O pai gostou tanto do trabalho realizado nos bombeiros que acabou por transformar-se em guarda-florestal.
Ilustração da Ana Patrícia.
