quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Piquenique na Floresta

Num belo dia de Verão, a Margarida e a sua família foram fazer um piquenique à Floresta Glaciar do Zêzere.
Levavam no cesto batatas fritas, frango para assar, Coca-cola, bolachas e fruta e, claro, pratos, copos e talheres de plástico e guardanapos.
Quando chegaram à floresta, as crianças foram brincar às escondidas enquanto os pais ficaram a preparar o almoço.
O pai preparou a fogueira para assar o frango, enquanto a mãe estendeu a toalha para o almoço.
Quando estava tudo pronto, pai e mãe chamaram os meninos para almoçar. O almoço foi muito divertido; almoçaram e conversaram.
Terminado o almoço, foram-se embora e deixaram o lixo todo espalhado pelo chão.
Como estava um dia muito quente e a fogueira tinha ficado mal apagada, reacendeu-se. Rapidamente o fogo se alastrou e ficou tudo a arder.
Entretanto, um grupo de amigos que se dirigia para a floresta avistou o fogo ao longe e telefonou logo para os bombeiros.
A família da Margarida viu nas notícias que a floresta estava a arder e lembrou-se logo que lá tinha estado e que o seu piquenique poderia estar na origem do incêndio. A mãe desligou a televisão e foram todos a correr para lá.
Quando lá chegaram, os bombeiros ainda não tinham conseguido apagar o fogo. A floresta estava completamente ardida e havia um urso morto no chão.
Como os pais da Margarida são pessoas sinceras, admitiram a sua culpa e disseram que eram eles os responsáveis pelo incêndio. Ouviram atentamente os conselhos de um dos bombeiros e ajudaram a limpar toda a floresta. O pai da Margarida foi ainda obrigado a cumprir trabalho comunitário nos bombeiros.
A Margarida e os pais perceberam que não podiam fazer piqueniques na floresta. O pai gostou tanto do trabalho realizado nos bombeiros que acabou por transformar-se em guarda-florestal.
Ilustração da Ana Patrícia.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Um conto de Natal

Era noite de Natal.
O João olhava para a sua árvore, rodeada de presentes, mas o seu olhar não era diferente do olhar de um menino que, ao acordar na manhã de Natal, não tinha um único presente para abrir.
Ao João não faltavam presentes, mas… faltavam outras crianças com quem partilhar a alegria e a magia do Natal. Triste, deixou cair uma lágrima.
De repente, ouviu uma voz:
  Pssssssst! Pssssssst!
Olhou para todos os lados, mas não viu ninguém.
  Pssssssst! João!
O João nem queria acreditar. Era a sua árvore de Natal que estava a chamá-lo, muito aflita.
  Tu falas! – disse o João, muito espantado.
  Sim, falo, e preciso da tua ajuda! – respondeu a árvore.
Então a árvore contou ao João o que tinha acontecido ao Pai Natal: ao distribuir os presentes pelas casas do Fundão, o Pai Natal tinha escorregado e partido uma perna. Que tragédia! Tanto mais que o trenó continuava cheio de presentes e muitas crianças corriam o risco de não receber prendas.
O João vestiu a sua roupa mais quentinha e foi para a rua. À sua espera estavam três renas e um trenó cheio de presentes para serem distribuídos.
João distribuiu todos os presentes, um a um.
No final da noite, o Pai Natal ficou muito contente com o João e decidiu dar-lhe o presente que ele quisesse.
O João não hesitou e pediu uma irmã de presente.
Passados nove meses, nasceu a irmã do João. Chamou-se Daniela, nome escolhido pelo João por ser também o nome da rena mais pequenina do Pai Natal.
E o João aprendeu uma lição: no Natal, há coisas muito mais importantes do que os presentes.
Texto da autoria da Ana Patrícia
Ilustração a duas mãos (Ana Patrícia e Soraia) 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O Lobo Bom

Havia, na floresta, um caçador muito malvado que queria assustar as pessoas. Fez um buraco muito fundo no chão e tapou-o com folhas de árvore e sementes, para as pessoas caírem lá para dentro e lá ficarem presas.
Certo dia, Capuchinho Vermelho estava a passear na floresta e a colher flores para levar à sua avó. Distraída, caiu no buraco.
Nesse mesmo momento, o Lobo estava à procura de comida para os seus filhos e ouviu Capuchinho Vermelho gritar por ajuda. Quando Capuchinho Vermelho o viu, ficou muito assustada e não queria aceitar a sua ajuda porque pensava que ele era mau e que a ia comer.
O Lobo insistiu que a queria ajudar, mas ela teimava em não aceitar, até que, cansada de estar no buraco, aceitou a ajuda do Lobo, que a tirou de lá.
Logo ficaram amigos e combinaram montar uma armadilha para apanhar o caçador, que entretanto estava a tentar apanhar os filhotes do lobo. Taparam o buraco que o caçador tinha cavado e onde Capuchinho tinha caído e puseram lá um coelho de peluche.
Quando o caçador regressou à floresta, ficou curioso e aproximou-se do buraco para espreitar, mas caiu lá para dentro. Ele bem pediu ajuda, mas ninguém o ajudou. Acabou por morrer à fome e ao frio.
O lobo preparou um funeral ao caçador, mas ninguém chorou nem teve pena dele…
E Capuchinho Vermelho começou a acreditar no seu amigo Lobo.
Texto da autoria da Ana Patrícia e da Soraia


Ilustração da Soraia

Ilustração da Ana Patrícia